Pole dance como qualidade de vida

Engana-se quem pensa que pole dance é um exercício estritamente sensual, o tabu já caiu. Hoje em dia vê-se  cada vez mais academias com aulas de pole dance em suas grades. Com público variado, a atividade abrange acada vez mais adeptas, graças aos benefícios que proporciona ao corpo e à mente. Pole dance queima muitas calorias, é considerada uma atividade fitness.  A professora Flávia Rodrigues, proprietária da Up Dance Studio afirma: ” o pole dance tem o poder de mudar a vida das pessoas, a adepta vai se sentindo cada vez mais confiante, traz benefícios físicos e emocionais. Temos casos de alunas que venceram doenças graves, depressão, tentiva de suicídio, tudo por intermédio da elevação da auto estima que o exercício proporciona” avalia Flávia.

 

 

 

 

A professora Flávia Rodrigues.
A professora Flávia Rodrigues.

 

 

Conheça alguns casos de superação de adeptas do pole dance:

 

Addara Macedo

“Após um acidente no olho direito aos 11 anos e muitos tratamentos falhos, cheguei aos 15  com a necessidade de um transplante de córnea. Enquanto fazia exames e aguardava na fila de transplante, conheci o Pole Dance e aos 19 anos eu comecei a atividade. Antes sedentária e com medo, me deixei levar e não queria mais outra coisa! Foi então que decidi não fazer a cirurgia, já que esta me empediria de continuar no esporte, devido ao seu longo tempo de recuperação e cuidados. Com o tempo, o preconceito foi me machucando, pois eu tinha um dos olhos um tanto diferente, optei com apoio da família, transplantar. O tempo de recuperação é relativo, de meses a anos. Com 16 pontos da cirurgia, meu tempo foi de aproximadamente 1 ano e 8 meses. Nunca desistindo, sempre questionando os médicos se um dia eu poderia voltar a ficar de cabeça pra baixo me deparava sempre com uma resposta negativa, mas eu continuei a sonhar.  Com a devida orientação dos professores eu comecei bem devagar, respeitando o meu tempo. Levou o tempo que levou, mas hoje com 1 ano e 7 meses de Pole Dance eu faço movimentos que nunca antes tinha sonhado, eu vivo cada giro e cada salto… Os médicos ainda não entendem como ficar tanto de cabeça pra baixo não é prejudicial, mas seja por persistência, disciplina ou por amor, é o que eu faço e eu encontrei a minha felicidade assim, no Pole Dance!”

 

A irreverente Giselle Macedo.
A irreverente Addara Macedo.

 

 

 

 Jollye, 60 anos

“Nunca sofri nenhum preconceito pela minha idade, pelo contrário, sempre recebi elogios e servi de motivaçao para muitas alunas novas. Pratico a atividade há quatro anos e foi no pole que eu me encontrei: gosto de desafios e o pole é um desafio. Já consegui superar muitas dificuldades, como o falecimento do meu neto, há um ano”.

 

 

jolie
Jollye é a aluna mais velha da Up Dance Studio.

 

 

 

 

Jaqueline Sousa

“Eu não queria sair do meu quarto pra nada, sentia como se a única coisa que me fizesse feliz, fosse dormir. Não me importava mais em cumprir compromissos, estava sem ânimo para nada… e o diagnóstico foi de depressão moderada. Entrei em terapia com psicóloga e Psiquiatra, tomando antidepressivo. Escolhi fazer pole dance porque tinha pesquisado, buscando um exercício que fosse divertido ao mesmo tempo, já que acho muito chato as repetições e contagens de academia.

 

A adepta Jaquelina Souza.
A adepta Jaqueline Souza.

 

Fui nas aulas me surpreendendo e viciando cada vez.mais. Fiz amizades, me senti mais forte fisicamente, mais feliz… Em um mês de aulas eu já estava muito engajada e só conseguia pensar em pole, todo dia, toda hora. Já estava me sentindo mais feliz, a ponto do antidepressivo acabar e eu nem lembrar!  Hoje não preciso mais de remédios. Fico toda boba quando percebo as alterações no meu corpo, no meu fôlego. Recentemente realizei mais um sonho: o de poder participar de uma apresentação num espetáculo de Teatro! Desde criança eu dizia que queria ser bailarina, e agora eu realizei com om pole dance. Mudou a minha vida! Nunca mais quero parar!”

 

 

 

 

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